terça-feira, 22 de maio de 2018

Aos covardes...

Só pessoas totalmente lesadas das faculdades mentais não entendem que a segurança vem antes da economia. Isso inclui toda a classe política brasileira, com exceção do Bolsonaro. Eis por que vou votar nele e aos outros não darei sequer um minuto de atenção.
Quanto mais dinheiro você ganha, mais complicada se torna a sua vida econômica e mais você precisa de ajuda profissional para administrá-la. Aí você começa a achar tudo isso a coisa mais importante do universo. Mas até um mendigo precisa de proteção contra o crime.
Pensem o que bem desejem do Jair Bolsonaro, mas contestem, se puderam, as seguintes afirmações:
1 – Ele é um dos RARÍSSIMOS políticos que jamais se envolveram em qualquer esquema de corrupção.
2 – Ele é o ÚNICO presidenciável que dá mais ênfase à segurança pública do que à economia, isto é, o único que tem senso das proporções no julgamento das urgências nacionais.
3 – Ele é o ÚNICO presidenciável que jamais cortejou a elite esquerdista hegemônica, muito menos a mídia.
4 – Ele é o ÚNICO presidenciável que não modera o seu discurso pelos cânones da etiqueta esquerdista.
Provem que algum outro candidato tem essas qualidades, e talvez eu o considere um concorrente à altura do Bolsonaro.
Nenhum político, empresário ou figurão qualquer que empregue seguranças armados tem o direito de ser desarmamentista. Isso não deve ser nem matéria de discussão.
Façam uma lista de figurões desarmamentistas que têm seguranças armados, e os denunciem dia e noite, para que sejam vaiados onde quer que apareçam. Isso sim é importante.
Desarmamentismo é genocídio.
Conteste isto racionalmente, se puder: Não estou alinhado a direita nenhuma, mas não mudei em nada a minha convicção de que, num país saudável, devem existir uma esquerda e uma direita, ambas com o direito a uma quota igual de radicalismo. Se a esquerda tem o direito de fazer a apologia do Che Guevara, do Mao Dzedong e do Nicolas Pauduro, por que alguém deve ser proibido de dizer umas palavrinhas em favor do Coronel Ustra, que perto deles é um menino-passarinho? Direitista que quer ver a direita submetida às regras da guerra assimétrica é um comunista disfarçado ou, na mais branda das hipóteses, um idiota desprezível, um escravo mental da hegemonia esquerdista.
Quem denuncia “falsas direitas” se autonomeia fiscal da ortodoxia direitista. Vejo nisso dois problemas: (1) Essa ortodoxia não existe. (2) Esse é o último emprego que eu desejaria no mundo.
Quer o chamem de “bolsominion” por ser eleitor do Bolsonaro, ou de “falso direitista” por preferir outro candidato, a resposta oficial, nos dois casos, deve ser:
— É o cu da mãe.
O direitista incapaz de entender o que está realmente em jogo, pronto a submeter-se portanto às regras da guerra assimétrica, não é um “falso direitista”. É simplesmente um bobo.
Se alguém foi torturado numa repartição chefiada pelo Coronel Ustra, este é obviamente responsável, na justiça civil, pelo ressarcimento dos danos sofridos, mas isso não equivale nem de longe a uma condenação na Justiça Penal por CRIME DE TORTURA.
Chamá-lo de torturador é CRIME DE CALÚNIA — e ele foi muito bobo de não processar, um por um, os que cometeram esse crime, que a hegemonia esquerdista acabou legitimando como prática normal e até meritória. Todo direitista que caia nessa armadilha e saia repetindo que o Bolsonaro “elogiou um torturador” é um escravo mental da esquerda, um idiota útil em toda a linha.
Pior ainda: os que receberam a indenização eram membros do PC do B, o partido maoísta, apologistas portanto do MAIOR TORTURADOR E GENOCIDA DE TODOS OS TEMPOS.
Mesmo considerando que o Bolsonaro é incomparavalmente mais culto do que o Lula (ninguém chega a capitão sem ter cursado escola militar), admitamos a premissa vulgar de que ele não tem cultura. Segue-se inevitavelmente a pergunta: Se a esquerda tem o direito de eleger um presidente inculto e ainda considerar isso um mérito, por que a direita não pode fazer o mesmo? Negá-lo é submeter-se à guerra assimétrica.
O Laudo Paroni tem razão: Com tantos comunistas barbaramente torturados na ditadura, como é que não apareceu até agora um único olho furado, um único dedo cortado, uma unha faltante, uma sequela qualquer nem mesmo de ordem neurológica, uma porra de uma cicatrizinha de merda?
Possuir armas não é só uma questão de necessidade, mas de dignidade. Quem se recusa a ter armas transfere a outros o dever de matar e morrer para defendê-lo. Nem velhinhas frágeis têm o direito de pensar assim, quanto mais homens adultos e fortes.
A coisa que dá a idéia mais aproximada do que significa “imensurável” é o ódio que os covardes têm aos corajosos. A presença de um homem de coragem obriga os outros a agir como se fossem corajosos também. O covarde jamais perdoará esse crime.
Homem que é homem não fica suplicando por um macho fardado que o proteja. Quem confia a proteção da sua família integralmente ao Estado não merece ter família. Não sei qual dos dois é pior: o Estado que deixa o cidadão desprotegido ou o que o impede de proteger-se. Mas o Estado brasileiro faz as duas coisas..

Olavo de Carvalho é Jornalista e Filósofo.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Relogio do oNESTO...


                                              TIC TAC TIC TAC....


A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou às 18h08 de hoje (2 recurso contra a decisão do do Tribunal Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre, que confirmou a condenação de Lula na ação penal envolvendo o tríplex no Guarujá (SP) e aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês de prisão


rsrs

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Quem nao tem colirio...usa oculos escuro...

Segue em frente, jovem! Teu instinto está certo. Vê, porém, onde está a Democracia. Vai e vê com teus próprios olhos. Descobre onde o trabalhador é ou não oprimido. Verifica onde eles podem ou não debater com os patrões, onde os sindicatos protegem ou não seus interesses, onde o operário é ou não submisso, como um boi levado ao matadouro, e se o trabalhador pode ou não levantar altivamente a cabeça para reivindicar.
        
Porém, se a tua idéia é mais produção e menos dignidade humana, se estás pronto para te conformares, se te satisfazes em seguir para onde teus líderes te conduzem, se pretendes abdicar de teus direitos alienáveis de pensar e discordar, vai onde a agonia da privação pesa fortemente sobre homens e mulheres, que derramam lágrimas por seus filhos. Vai ver as aldeias Potenkim, onde a nomenklatura te iludirá com algumas realizações passageiras. Se és favorável a privilégios, vai onde a liberdade e o futuro são apenas para alguns, onde os trabalhadores não têm direitos e o povão não tem voz. 

Integra-te a uma Brigada de Serviços Voluntários e vai a Cuba estudar, colher cana e ser conscientizado na falida doutrina marxista-leninista!

domingo, 25 de junho de 2017

Conhecendo o inimigo...

A condenação do condenado
25/06/2017 02h55

A liberdade de expressão é um dos valores supremos da democracia e uma das bases da prática jornalística. O pluralismo de ideias, posições e opiniões está na essência do bom jornalismo. Limitações à liberdade de expressão e ao pluralismo prejudicariam de imediato os leitores, certo? Nem sempre e nem todos pensam assim.

Criada há mais de 40 anos, a seção de artigos Tendências/Debates, publicada na página 3, é uma das vitrines do projeto editorial da Folha. É objeto de comentários e críticas frequentes dos leitores.

Tem como base um dos 12 princípios editoriais da Folha, recém-divulgado, que prega cultivar a pluralidade e registrar com visibilidade pontos de vista diversos em questão controvertida ou inconclusa.

No início deste mês de junho, a Folha publicou o artigo "As ruas e as urnas", de autoria de José Dirceu, ex-deputado (PT-SP) e ex-ministro do governo Lula. Dirceu obteve perdão de sua pena no mensalão, mas foi condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha em razão da Lava Jato. Em maio, o Supremo Tribunal Federal concedeu habeas corpus, após dois anos de cadeia.

No texto, Dirceu chama o governo Temer de golpista e usurpador, prega uma revolução política, econômica e social e pede eleições diretas já. Diz que não há espaço para conciliação e que "é necessário, para o bem-estar social do país, dar fim à armadilha de uma falsa harmonia nacional e um ludibrioso salvacionismo contra a corrupção". Não se refere à sua própria condenação nem às várias acusações de corrupção a que responde.

O artigo provocou a revolta de leitores: "Por mais que admire a liberdade de expressão da Folha, acho um desserviço publicar artigo de um cidadão como Zé Dirceu, envolvido em crimes na Lava Jato e condenado a 32 anos de reclusão"; "Meu sentimento é de revolta. Abrir espaço para José Dirceu é afrontar a inteligência das pessoas"; "Surreal e revoltante abrir a Folha e se deparar com artigo de um condenado, chefe de quadrilha, tecendo comentários sobre a "coalização golpista".

Reações desse tipo ocorrem com alguma frequência. Leitores contestaram artigos recentes do ex-deputado Eduardo Cunha, também condenado, e do presidente Michel Temer, acusado na Lava Jato.

Mas o grau de ferocidade contra o artigo de Dirceu parece só encontrar paralelo quando, em janeiro de 2000, a Folha publicou artigo de Fernando Collor de Mello. O ex-presidente ficara por oito anos afastado da política por ter tido seus direitos políticos cassados e, naquele momento, apresentava-se como pré-candidato à Prefeitura de São Paulo.

Na ocasião, a Folha justificou a publicação relembrando seu "compromisso inarredável com o pluralismo". No caso de Dirceu, o jornal não publicou explicações, apesar da cobrança de leitores. Como representante deles, questionei a Secretaria de Redação. A resposta manteve o espírito da que foi dada há 17 anos: "A publicação insere-se no compromisso do jornal com o contraditório, o pluralismo e a liberdade de expressão", afirmou Vinícius Mota, secretário de Redação.

Como provocação ou ironia, leitores perguntaram se o jornal daria espaço a condenados como Marcola (líder do PCC), Fernandinho Beira-Mar (traficante), Suzane von Richthofen (assassinato dos pais).

Mota respondeu: "Seria uma boa discussão, a ser feita caso a caso, mas a tendência seria a de publicar, desde que não houvesse incitação ao crime ou ofensas à honra de terceiros". Minha posição é a mesma.

Discordo de quem não reconhece o direito de um condenado pela Justiça a se expressar. O crime cometido, pelo qual foi punido, não inclui a pena de silêncio. A reiterada defesa do pluralismo está na base do Projeto Folha e do sucesso do jornal. Pode provocar queixas de leitores, mas assegura diversidade jornalística, política e cultural.

Ressalvo, no entanto, que a pluralidade não desobriga o jornal do seu papel de editor, essencial na era da multi-informação. Um artigo eivado de erros, distorções, propagandas e proselitismo deve receber contrapontos críticos imediatos. Se não o fizer, o jornal abrirá mão de seu papel de curador jornalístico.

Cabe repetir frase de uma amiga de Voltaire, às vezes atribuída erroneamente ao escritor francês do século 18: "Detesto o que escreve, mas daria minha vida para tornar possível que você continuasse a escrever".


paula cesarino costa
ombudsman

Está na Folha desde 1987. Foi Secretária de Redação e editora de Política, Negócios e Especiais. Chefiou a Sucursal do Rio até janeiro de 2016. Escreve aos domingos