terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Plagio!!!



Sou uma criança, entre outras 40 milhões de crianças pobres até 14 anos. Me trouxeram p’ro Mundo sem pensar bem e ainda por cima me deram o encargo de ser o futuro do Brasil. Até agora só conseguí dar murro-em-ponta-de-faca...

Estava na delegacia esperando para ser autuado por porte ilegal de arma-de-fogo, quando um jornalista, querendo cavar seus 15 minutos de fama, veio me dar lição-de-moral me dizendo p’ra sair dessa vida, que eu ia morrer, que o crime não compensa...

Ví no rosto do repórter que ele era boa gente e, então, resolví que eu também deveria dar um conselho p’ra ele. Foi aí que eu disse p’ra ele que eu já cansei de ouvir esse papo. Contei que estava armado porque vendo droga e que ganho muito fazendo isso. Eu disse que, antes de ser traficante, eu trabalhava numa oficina.

Sabe no que deu? perguntei.

Denunciaram o dono da oficina porque eu estava trabalhando lá. Ele me pagava legal, eu tinha minhas coisas, meu tênis, tinha tudo... Mas ele teve que me mandar embora p’ra não ir preso. Acho que ele está até hoje respondendo na justiça por ter dado emprego a um menor.

Depois eu fui trabalhar numa feira. Trabalhei com um moço que tinha uma barraca de frutas ajudando como carregador e entregador. Depois de uns 6 meses aconteceu a mesma coisa que na oficina e tive que sair.

Contei que não sei quem é meu pai e que minha mãe é uma coitada. Eu tava tentando trabalhar honestamente, e até estudava direitinho. Mas não conseguí ir em frente e acabei arrumando uns bicos no tráfico que me ajudaram a sustentar a minha casa.

Por isso é que eu disse p’ro repórter p’ra dar conselhos p’ros safados que ganharam os votos dos brasileiros-de-bem que acham que menor não pode trabalhar, mas pode roubar, matar e traficar.

Contei que entrei nessa vida porque quero um tênis, mas sem trabalhar não posso comprar; quero comer um sanduíche no Bob’s, mas também não posso; quero ir no cinema e também não posso. Então já que não posso trabalhar como gente, vou traficar. Pelo menos assim tenho dinheiro.

Que me desculpe o resto dos brasileiros, mas já tô muito ocupado com o presente p’ra poder aceitar ser também o futuro do Brasil...

sábado, 7 de dezembro de 2019

Precisa desenhar...!!!????

Ulysses Guimarães, em seu Decálogo do Estadista, publicado no livro “Rompendo o Cerco”, proclama a AUTORIDADE como nono mandamento.
 E assinala em seu enunciado:
 Autoridade é um atributo nato.
 É consubstancial ao político.
 A competência funcional é dada pelo cargo, a autoridade é pessoal, o homem público é gratificado por ela. É imantação misteriosa e sedutora, irresistível, temperada de respeito e admiração.
 Homem iluminado pela autoridade é visto por todos, ouvido por todos, onde está é pólo de atração, escreveu Ulysses.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Impressao de Mario Sabino...

“Ao fim e ao cabo, não acho que Paulo Freire seja o maior culpado da nossa miséria escolar. Ele é somente um dos culpados — inclusive ao inculcar a ideia de que se deve alfabetizar adultos em massa. Os militares fizeram uso dessa ideia e criaram o Mobral, que serviu apenas para alastrar o analfabetismo funcional. O negócio é alfabetizar crianças. Se vai começar pelas sílabas arbitrárias ou não, pouco importa. O essencial é que, ao final, elas não usem cê-cedilha em ‘opressor’. A verdade é que nossas escolas sempre foram ruins, com as exceções de praxe. Elas só demonstraram que era possível piorar quando passaram a ser centros de doutrinação. Mas há muitos doutrinadores ideológicos capazes de transmitir uma visão ‘bancária’ do conhecimento aos alunos. Eles podem ser bons nisso.”

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Politicamente Correto!!!

Por Carlos Maurício Mantiqueira

No passado, comprei diversos telefones celulares , e sempre da mesma marca para evitar, na medida do possível, a “genialidade” dos engenheiros.
Certa vez, um dos aparelhos tinha a função “buscar”; dois anos depois, um novo dizia “procurar” !
Essa mudança trocando seis por meia dúzia, por certo seria a salvação da humanidade !
Em sua quase totalidade, as mudanças pioram um aparelho ou serviço.
No momento, os bancos mastodontes (fadados à extinção) fazem o insulto final aos seus clientes. Acessar a sua conta por internet, agora demora o dobro do tempo. Após digitar o número da agência e conta, além de pedir uma senha, agora pedem mais uma ou duas. Além disso aparece um aviso : “Estamos verificando seus dados em nosso sistema, o que poderá levar alguns minutos. Em seguia o acesso será liberado”.
Como o tempo de duração daquela sessão não foi aumentado, às vezes cai a página antes que possamos ver o saldo, por exemplo.
Os idiotas que preparam o ingresso por um aplicativo do smartphone, fazem as letras e números tão pequenos que um idoso não consegue ler sem óculos. Além disso, o espaço entre um algarismo (ou letra) e outro é tão exíguo que nosso dedo gordo aperta erroneamente o desejado.
Justiça seja feita ao aplicativo Neon. Tem a melhor tela de ingresso que já vi.
A revolução das startups, notadamente das fintechs, encontra-se na era da seleção natural darwiniana. Poucas sobreviverão.