sábado, 8 de dezembro de 2012

Um pais dos...desiguais!!!

  OS GERMANODESCENDENTES REIVINDICAM!

 

                                                                                                        


Como minoria segregada no Brasil, nós, descendentes de alemães - agora 'germanodescendentes' - solicitamos providências do governo federal para sermos igualados aos afrodescendentes, no que tange aos direitos dos cidadãos. Para tanto, pacificamente reivindicamos seja aprovada uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), a qual contemple os seguintes pontos:
01. Fica estabelecida a cota de 5% para os germanodescendentes e seus descendentes nas universidades públicas brasileiras.
02. Fica proibido chamar descendentes de alemães, ucranianos, holandeses e outros europeus de 'polaco'. 03. Fica proibido chamar um germanodescedente de "alemão", pois o termo é pejorativo e denigre a imagem deste como ser humano.
04. Fica estabelecido que os descendentes de alemães devem sem chamados de 'germanodescendentes'. 05. Chamá-los de alemão passa a ser considerado crime de racismo – inafiançável - a despeito do fato de a raça humana ser uma só.
06. Igualmente deve ser considerado crime de racismo o uso das expressões "alemaozão", "alemãozinho", "alemoa", "alemoazinha", “bicho de goiaba”, etc, para se referir aos germanodescendentes.
07. Fica proibido o uso de expressões de cunho pejorativo associadas aos descendentes de alemães. Ex: "Coisa de alemão!", "Alemão porco....", "Só podia ser alemão", " alemão batata" , " comedor de chucrute", “português que sabe matemática”, etc.
08. Fica estabelecido o dia 25 de julho o "dia nacional da consciência germânica" com feriado nacional.
09. Fica estabelecido o dia 25 de novembro o "dia nacional do orgulho alemão”, com feriado nacional, mesmo que não se possa chamar alemão de alemão.
10. Fica criada a Subsecretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Alemã, subordinada à Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial.
11. Fica estabelecido o prazo de 2 anos para a Subsecretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Alemã virar Ministério dos Alemães, juntando-se aos outros 38 ministérios brasileiros, mesmo que não possa chamar alemão de alemão.
12. Fica proibida qualquer atitude de segregação aos descendentes de alemães - germano descendentes - as quais os caracterizem com inferiores a outros seres humanos.
13. Fica restrita ao governo brasileiro a pressuposição de que os alemães são inferiores, estabelecendo de cotas, restrições associativas, nominativas e sanções para as mesmas.
14. Passa a ser crime de "germanofobia" qualquer agressão deliberada contra um descendente de alemães, mesmo que não possa chamar alemão de alemão.
15. Toda criança que usar a expressão "alemão batata come queijo com barata" estará cometendo Bullying e deve ser encaminhada para tratamento psicológico.
16. Em caso de um afrodescendene (negão) chamar um alemão de alemão, este adquire o direito de chamar o negão de negão sem aplicação das sanções já previstas em lei.
17. Ficam estabelecidos como Centros Nacionais da Cultura Alemã o Bairro Buraco do Raio em Ivoti/RS, a zona central de Blumenau/SC e o bairro “ Drei Parrulho” em Santa Cruz do Sul. Brasília, 18 de novembro de 2012.
 PS: Caso italianos, portugueses, espanhóis, sírios, libaneses, japoneses, bolivianos, paraguaios, poloneses e tantos outros também se unificarem em projetos similares, haverá dificuldades para aqueles que fazem questão de ser apenas brasileiros conseguir vagas em universidades e direitos especiais. Portanto, deveriam fazer seu movimento também e terão nosso apoio irrestrito!

http://alertabrasil.blogspot.com.br/2012/12/se-voce-e-um-excluido-crie-seu.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+alertabrasil+%28AlertaBrasil%29

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

So leia se entender...

Vocês estão entendendo nada


“Só o inimigo é fiel.” (Nelson Rodrigues)

 
Por Waldo Luís Viana

A nossa sociologia precisa compreender o jogo: vem aí um golpe de esquerda! Tem todo jeito. Quem tem castanha pra vender, vai peitar o certame, porque acha que ainda é forte. Vem aí o controle externo da mídia, o aborto, as PECs contra a família e os bons costumes e todo o séquito de medidas típicas dos companheiros de viagens dos mencheviques de plantão.

Pensavam que o Kerensky era o Fernando Henrique, mas não. O Kerensky é o Lula, seu seguidor neoliberal. Preparou o castelo para o novo reino. Chávez até predizia. Com as Farc, o Foro de São Paulo, o que resta de Cuba e todos os malandros do tal socialismo de mercado – o circo está armado...

Já deram o grito de guerra em São Paulo e Santa Catarina com o PCC. Como sempre, a polícia militar dos Estados acha que tudo isso é sempre bandidagem facilitada por celulares distribuídos nas cadeias. E os juízes e desembargadores – coitados – acham que o mundo está salvo só porque ainda recebem o salário nos guichês dos bancos...

Qual nada! Acabou a segurança. E as Forças Armadas, com aquela velha destinação constitucional dos covardes, assiste a tudo dos quartéis, engraxando botas de oficiais e lustrando os jipes estacionados.

Não, meus caros! Vocês estão pensando que o Brasil é só baile funk de traficantes, duplas caipiras idiotas e pastores roubando em nome de Jesus? Não, tem muito mais!

Os pobres não se importam com política, só votam em ladrões e vivem cercados por bandidos, milicianos, agiotas, traficantes e espertalhões. Os ricos – tirando os mesmos que já mandaram os haveres para o exterior – estão morrendo de medo atrás dos muros vigiados de suas cadeias condominiais.

Pretos, pobres e prostitutas estão trancafiados em penitenciárias, açulando o próprio ódio para a reabertura que virá. E já está chegando. O PPP apoia o PCC. As periferias das cidades estão comandadas pelos asseclas, que recebem ordens diretamente das universidades do crime, pagas pelos contribuintes indefesos.

Tal fermento não aparece na mídia, na leitura dos jornais. Aliás, quem quiser saber o mínimo, faça o máximo de esforço para não ler os jornais. Eles são todos teleguiados por verbas oficiais e se ocupam de abafar o essencial. A televisão, então, pelo amor de Deus!, é a chacina da informação a galope exponencial!

A direita pensa que a ação do STF é finalmente o final do jogo para o petismo infame, mas não é. Essa gente respira política o dia inteiro. Trama em batismo, casamento e velório. Sabe das coisas e tem os seus cupinchas pagos pelo Estado provedor a peso de ouro. Está encastelada no poder e se chama de “militância”. Boa parte da burocracia do atraso que manda no Brasil é capitaneada por esses caras da tal militância, distribuídos em cargos de confiança, movimentos sociais e ONGs de todos os tipos.

A esquerda anda avaliando o seu potencial de revolta, mas parar o país quando se tem o poder na mão pode ser perigoso. Ela está pensando se deve mobilizar de novo as centrais sindicais, porque greve hoje em dia é reacionária e coisa do passado. Igualzinho como nos tempos de Stálin, na vetusta União Soviética.

Oposição, não a temos, num país em que banqueiros e empreiteiros são todos de esquerda, desde que continuem tendo liberdade inefável para roubar e superfaturar.

O PSDB não vai chegar ao poder pelo simples fato de que é oposição de mentirinha. Um partido sem fibra, muito educado para a nossa época conturbada. O povo não se encanta por seu ideário (?), porque não vê firmeza em seus dirigentes. E “a massa é fêmea” – como dizia Mussolini – “gosta de machos”...

O DEM já percebeu que seu primo não tem potência sexual e pretende se aliar ao PSB, partido em ascensão que mostra uma cara esquerdista mais honesta, naturalmente antes de chegar ao poder. Aliás, esquerdista antes de chegar ao poder é sempre bonzinho e esse partido é o maior perigo para a sobrevivência do PT nas próximas eleições presidenciais, já que este deseja continuar no domínio do governo, feito partido mexicano, até onde a vista alcance...

Nesse quadro dantesco – em que deixamos na porta toda a esperança –, os “malfeitos” no estilo “mensalão” e “rosegate” são até esperados, porque têm a mesma origem, a árvore de decisões do partido no governo. O dilema é: até quando a madame presidente aguentará essa camisa de força? Quando se livrará enfim da herança maldita do antecessor? Dialeticamente, se continuar tudo como está, seu governo vai à garra, justamente por um golpe de esquerda...

Se o mundo não acabar, o ano de 2013 vai acolher essas duas possibilidades: quando será o golpe de esquerda, se ele se dará pelas armas, e pela dissolução institucional, ou através de um golpe branco da presidenta, afastando-se da banda podre que a colocou no governo?

Não é à toa que os espiões norte-americanos e israelenses vigiam Brasília vinte e quatro horas por dia. Sabem que o caldo aqui está pra entornar...

Não confiem em outras análises daquele tipo “suave é a brisa”, porque com certeza advirão de alguém louco para aderir ao que está aí.

O que positivamente não é o meu caso: sou fiel, como qualquer bom inimigo...

Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e sempre um bom inimigo, fiel a toda prova...

http://www.alertatotal.net/2012/12/voces-estao-entendendo-nada.html

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Chafurdando...


Sobre a era medieval (Editorial de O Estado de S. Paulo)

O Estado de S.Paulo
A parte mais sensível do corpo humano é o bolso. Valendo esse "princípio", nos crimes contra o patrimônio público, mais importante do que colocar o meliante na cadeia é "recuperar os valores desviados". Por isso, em vez de mandar para a prisão os condenados no escândalo do mensalão, o STF deveria se preocupar em impor-lhes pesadas multas pecuniárias e a obrigação de devolver aos cofres públicos os valores desviados.
Trata-se de uma visão "contemporânea" do direito penal, em oposição à prática "medieval" de privar da liberdade quem não cometeu nenhum ato de violência física contra terceiros, limitando-se a meter a mão no que não lhe pertence.

Foto: André Coelho / O Globo

É no que acredita o ministro Dias Toffoli, que, depois de, durante três meses e meio, ter-se limitado a dizer "acompanho o revisor" para absolver ou amenizar as penas dos réus da Ação Penal 470 - inclusive de seu antigo chefe José Dirceu e dos demais ligados ao PT -, em sessão plenária da semana passada se propôs a iluminar a mentalidade retrógrada da maioria de seus pares, exortando-os a se darem conta de que "as penas restritivas da liberdade que estão sendo impostas neste processo não têm parâmetros contemporâneos no Judiciário brasileiro".
Numa demonstração de generosa tolerância com o papel desempenhado por seu jovem e até então silente par no processo do mensalão, nenhum ministro se deu ao trabalho de apartear ou aduzir considerações à extravagante manifestação. Mas alguém deveria ter chamado a atenção para o fato de que o vibrante libelo poderia ser interpretado não como um sopro de contemporaneidade, mas como a reafirmação da crença arraigada na mentalidade das "elites" de que "gente importante não vai para a cadeia".
De fato, seria o melhor dos mundos para os corruptos travestidos em homens públicos a definitiva consagração, pela ordem jurídica, do princípio de que, uma vez apanhados com a boca na botija, basta arcar com pesadas multas e o ressarcimento dos desfalques para que a justiça seja feita e eles continuem livres para locupletar-se com negócios escusos. Quanto aos ladrões de galinha, dura lex, sed lex...
A intervenção de Dias Toffoli insere-se num contexto inegavelmente político em que o PT, na tentativa de se eximir de culpa pelo escândalo do mensalão, articula pronunciamentos individuais destinados a transferir para o "sistema" a responsabilidade por todos os males que assolam o País.
Não terá sido mera coincidência o fato de, no momento em que a exacerbação da violência urbana intranquiliza São Paulo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ter usado a mesma expressão utilizada pelo ministro Toffoli - "medieval" - para criticar o sistema penitenciário, por cuja precariedade o governo federal também é responsável, ao lado das administrações estaduais.
Ao proclamar dramaticamente que preferiria morrer a ter que cumprir pena nas prisões brasileiras, Cardozo expôs um quadro certamente realista das condições do aparato prisional em todo o País, mas furtou-se a entrar em detalhes quanto à responsabilidade de seu próprio Ministério que, como revelou o Estado (15/11), investe no problema menos de 1% dos recursos orçamentários previstos para esse fim.
De qualquer modo, o perfil "medieval" de muitas das instituições nacionais que tanto escandaliza Toffoli e Cardozo - pois essa condição não é exclusividade de aspectos do ordenamento jurídico ou da rede penitenciária - não pode ser dissociado do fato de que há quase 10 anos o PT exerce ampla hegemonia política no plano federal.
Esses males têm raízes solidamente fincadas na persistência entre nós de um enorme déficit de consciência política sobre o qual é enorme a responsabilidade de um governo que prefere botar a culpa de todos os males nas "elites", onde hoje tem seus principais aliados.
O lulopetismo prefere trabalhar na sempre desejável proliferação de consumidores - o que dá voto - do que na indispensável formação de verdadeiros cidadãos, o que só é possível com pesados investimentos de longo prazo em educação - e bons exemplos. O mais é, de fato, tudo muito "medieval", como querem os petistas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O juiz que advoga...

STF: num dia, com Cícero, Santo Agostinho e Santo Tomás; no outro, com a tromba do elefante! PDF Imprimir E-mail
04 de outubro de 2012
Por Reinaldo Azevedo (*)
O ministro Ricardo Lewadowski protagonizou ontem um dos momentos mais constrangedores do Supremo Tribunal Federal. Se, na segunda-feira, Celso de Mello havia apelado a Cícero, a Santo Agostinho e a Santo Tomás de Aquino, lembrando-nos, afinal, de que o STF é um corte constitucional que honra o saber acumulado de gerações, Lewandowski ontem não se fez de rogado. Malsucedido em sua viagem pela Antiguidade Clássica, quando atribuiu ao escultor Fídias uma frase do pintor Apeles, houve por bem não ousar no terreno da alta cultura — já que o Google trai quem não sabe o que procura — e se deixou levar pela retórica, digamos, popularesca, lustrando os que, afinal de contas, preferiram não acumular saber nenhum. Ao defender a inocência de José Genoino, contou a fábula dos cegos que apalpam um elefante. O que tocou na cauda disse que o bicho se parecia com uma vassoura; o que tocou a orelha, com um leque; o que tocou a tromba… Bem, leitores, não quero que este texto descambe para a linguagem de botequim.
O que estaria querendo dizer o Esopo de São Bernardo? O que ou quem seria o elefante? Quais personagens representariam o papel dos cegos? Só uma conclusão é possível. O processo estaria no lugar do paquiderme, e seriam os demais ministros, privados da visão de conjunto, a apalpar, literalmente às cegas, a realidade, colhendo, todos eles, não mais do que impressões parciais da realidade. Ainda bem que lá estava o professor Lewandowski para, com mais aguda vista do que todos os outros homens, iluminar os fatos. Só ele saberia, porque ministro cuidadoso, que um elefante não é uma vassoura, um leque ou uma mangueira d’água… Como toda fábula, a do ministro também tinha uma moral: “Em terra de cegos, quem tem olhos absolve petistas”… Alguém deveria, nem que fosse por caridade, proteger Lewandowski de si mesmo. Como todo o respeito, está se transformando numa figura patética.
A defesa de GenoinoO ministro voltou a ser implacável com Valério e seus associados. Também resolveu não queimar vela para mau defunto e condenou Delúbio Soares por corrupção ativa. O próprio ex-tesoureiro já deixou claro que sabe qual é seu destino, anunciando que vai cumpri-lo como mais uma tarefa partidária. Quem mobilizou o ânimo militante de Lewandowski foi mesmo José Genoino. Ali não estava o juiz; ali não estava o revisor do processo; ali não estava o membro da corte suprema do país. Ouviu-se foi a voz de um militante. Havia mesmo indignação na sua voz. A sua maneira, ele procurara ser o Celso de Mello do outro lado.
Notem bem, leitoras e leitores: não estou aqui a exigir que Lewandowski condene quem acho que deva ser condenado para que, então, eu o elogie. Nada disso! Estou a cobrar outra coisa: um pouco de decoro na argumentação. A acusação de que se cuidava ontem era “corrupção ativa”. O ministro simplesmente ignorou o objeto que estava em causa e partiu para defender a suposta legalidade de um empréstimo que o Rural teria feito ao PT, que contara com a assinatura de Genoino.
E se esforçou, então, com mais energia do que a própria defesa do ex-presidente do PT, para demonstrar que Genoino só assinara os documentos do empréstimo que a Justiça considera falsos porque, afinal, fazê-lo estava entre as suas atribuições. Assim, entende-se, condenar Genoino seria aderir à tese da “responsabilidade objetiva”: só porque estava no cargo, seria então culpado. Calma lá! O esquema que passou a ser chamado de “mensalão” era, como resta claro dos depoimentos até mesmo de Delúbio, uma decisão do comando do PT — com a anuência de Lula, é evidente! Genoino não era um qualquer nessa estrutura. Ao contrário! Estava na presidência da legenda, sucedendo José Dirceu. Não se chega ao topo da hierarquia partidária sem conhecer suas entranhas, seus métodos, suas escolhas.
E como Genoino conhecia! Ele era, aliás, um dos cardeais do partido, talvez a sua cabeça mais ágil para lidar com assuntos do Congresso. Pode-se acusá-lo de muita coisa, menos de ser idiota. Então Delúbio lhe apresentava documentos, e ele os ia assinando assim, sem mais nem menos? Então era ele o presidente do partido que, de forma deliberada, comprava a base aliada, e devemos acreditar que ignorava a lambança? Parte da dinheirama repassada aos corruptos passivos saiu desses empréstimos chancelados por Genoino.
Lewandowski, não obstante, insiste que ele não sabia de nada. Vá lá… Se acha isso mesmo, que diga. Mas que o faça julgando o que está sendo julgado. E não se cuidava, ali, da veracidade ou não dos empréstimos, mas da compra de apoio parlamentar. Num momento em que esperou encontrar um socorro do ministro Marco Aurélio, deu-se mal. Tentando conquistar a solidariedade do outro para a sua tese de que assinatura de Genoino nos empréstimos era parte de suas atribuições, teve de ouvir uma resposta vexaminosa, que poderia ser resumida assim: “Sim, ministro, assinar o documento era parte das atribuições de Genoino, mas não um empréstimo fraudulento”.
Um ministro ligeirinhoO ministro surpreendeu a muitos. O Lewandowski que não tem demonstrado especial amor pela celeridade parecia ontem ter comido a sua lata do superespinafre. Quando se imaginava que a sessão caminharia para o fim, ele fez questão de votar — a tempo ao menos de o Jornal Nacional informar que o relator havia absolvido Genoino. Com quantos votos contará na corte? Não dá para saber. Mas parece que o PT não anda a desprezar qualquer nesga de esperança. Nesta quinta, ouviremos, certo como dois e dois são quatro, o seu voto absolvendo José Dirceu.
Lewandowski também resolveu apelar a Kafka, sugerindo que Genoino é vítima de um julgamento discricionário, que apela ao absurdo. É uma má leitura da realidade e… de Kafka. Josef K., a personagem de “O Processo”, é levado pelas autoridades, acusado de um crime que nem ele próprio sabe qual é. As lambanças que unem os petistas, Marcos Valério e os bancos são conhecidas. Em parte delas, há a assinatura de José Genoino!
No extremo da argumentação insana, o ministro cantou as glórias de Genoino e nos contou que a sua assinatura só foi exigida porque, afinal, ela conferia credibilidade ao documento, segurança. Entendi, então, que o homem que assinava uma peça do que o próprio tribunal considera uma tramoia não era o presidente do partido, aquele que era um dos chefes da organização, que conhecia, por óbvio, seus segredos, seus projetos e seus atos. Nada disso! O Genoino que assinava era o outro, o homem sem mácula. Na formulação de Lewandowski, o PT até poderia ser alvo de algumas desconfianças, mas Genoino jamais!
Curioso! Como Lewandowski deve absolver também José Dirceu, entendo que o ministro quer nos fazer concluir que o verdadeiro chefe do PT era mesmo Delúbio Soares. Quem acredita nisso? Não sei que parte do elefante o ministro andou tateando; sei que não foi uma boa parte...

ET

Caindo do caminhão de mudança

Tensão do julgamento
Depois do voto de segunda-feira de Celso de Mello no julgamento do mensalão – aquele citando os “marginais no poder” – há ministros no STF que acreditam que até mesmo Ricardo Lewandowski pode rever algumas de suas posições.
Veja o que diz um deles:
- Depois do voto do Celso, o Lewandowski ficou como que um cachorro que caiu do caminhão de mudança.
Por Lauro Jardim

rsrs...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O Mensalão e o Violino

O Mensalão e o Violino

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Guilherme Fiúza

A elite suja e reacionária deste país está aplicando mais um golpe contra o PT. Este foi o alerta dado pelo presidente do partido, Rui Falcão. Ele ficou indignado com a condenação de João Paulo Cunha, no STF, por corrupção passiva e peculato. Com a perspectiva de que outros réus do partido tenham o mesmo destino no julgamento do mensalão, Falcão ameaçou: "Não mexam com o PT, porque quando o PT é provocado ele cresce, reage"

Reage mesmo. E reage com patriotismo. Por sorte, o Sete de Setembro estava chegando, proporcionando mais uma ótima ocasião para Dilma Rousseff falar diretamente ao seu povo, sem passar pela mídia burguesa — que, segundo Falcão, é uma das agentes do golpe, junto com o Judiciário e outros vilões da elite suja. O golpe é contra o operário e a mulher que mudaram este país. Mas a mulher reagiu no Dia da Independência.

Dilma só disse coisas boas em cadeia nacional de rádio e TV O melhor do seu pronunciamento, porém, foi o fundo musical. Com a sutileza própria dos revolucionários, que endurecem sem perder a ternura, entraram na comunicação presidencial um violino choroso e um piano adocicado, ornando com perfeição o melodrama dos oprimidos, que resistem firmes ao golpe dos reacionários.

Pronunciamento oficial com fundo musical é um dos maiores avanços trazidos pelo governo do PT. Era o que estava faltando aos nossos governantes: um pouco mais de emoção — especialmente naquele horário, logo antes da novela. Dilma e Lula não têm tido gancho para chorar em público, mas o violino chorou maravilhosamente por eles, numa versão romântica do Hino da Independência.

Bem que o presidente do PT avisou para não mexer com eles.

Num pronunciamento oficial com toques de showmício, evidentemente o que é falado é o menos importante. E está certo que seja assim. Ninguém vai querer que o telespectador, contando os minutos para ver Carminha, fique prestando atenção na numera-lha do Brasil-potência que o PT construiu. E isso é ótimo, porque só o que faltava era esperarem que a presidente, com todo o trabalho de cabeleireiro, cenografia e trilha sonora, ainda tivesse que dizer coisa com coisa.

Como diz o Hino da Independência, já raiou a liberdade no horizonte do Brasil — inclusive a liberdade de dizer a essa brava gente o que lhe der na telha. Foi desse jeito livre que Dilma Rousseff anunciou uma redução nas tarifas de energia, naturalmente sem mencionar que devia R$ 7 bilhões aos brasileiros por cobranças indevidas nas contas de luz. Mas isso não combinaria com piano e violino.

Também aproveitou a liberdade no horizonte para não dizer que a bondade elétrica do governo popular vai lhe custar R$ 21 bilhões. A outra boa notícia é que o governo não passa cheque sem fundo: o contribuinte cobre tudo. E cobre feliz, ao som de violino e à luz da economia que ele acha que vai fazer.

Provavelmente foi por isso que Dil-ma encerrou seu pronunciamento de Sete de Setembro dizendo "viva o povo brasileiro’! Talvez pudesse arrematar com um "Deus lhe pague’!

Viva o povo que aprova o governo do PT, e o protege desses golpes da elite suja e da mídia conservadora. Lula e José Dirceu também prometem reagir, denunciando à OEA o atentado aos direitos dos réus do mensalão. De fato, é preciso proteger os seus direitos de ir e vir entre os cofres públicos e a caixinha do partido. Se a OEA, a Anistia Internacional e outros organismos progressistas tiverem dúvida, é só prestarem atenção às palavras do ministro Ricardo Lewandowski. Ele já declarou aos seus colegas do Supremo que está em curso um julgamento "heterodoxo”. Ou seja: um julgamento muito estranho, talvez suspeito.

Lewandowski e Dias Toffoli, os ministros heterodoxos com amizades ortodoxas na corte petista, estão dando o melhor de si. Votaram pela absolvição de João Paulo Cunha e vão tentando aliviar o sócio de Marcos Valério que pode ligá-lo a Dirceu. É confortante saber que essas vítimas da elite suja não estão desamparadas. País limpo é país sem sujeira.

O ideal seria que o julgamento do mensalão fosse todo transmitido por boletins da presidente em cadeia nacional, com violino. A mídia golpista ia ver o que é bom para tosse — e para as eleições.

O importante é isso: não deixar que a elite suja desmascare os companheiros limpos, e assim golpeie sua imaculada máquina eleitoral. Se o eleitorado desconfiar que o país caminha apesar de um governo parasita e perdulário, pode querer desalojar os companheiros de suas cadeiras públicas — o que seria um grave problema social. O currículo da própria presidente não deixa dúvidas: não se sabe o que seria dessa brava militância sem a bênção do voto (e do emprego que dele emana).

A heroína argentina já está ouvindo panelaços. O tango da viúva melodramática começou a desafinar. Por aqui, a trilha sonora do oprimido, por incrível que pareça, continua dando para o gasto.

Guilherme Fiúza é Jornalista. Originalmente publicado em O Globo de 15 de setembro de 2012.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Nao basta...criticar....

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cadê Você?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

Procura – se, desesperadamente, o cidadão de respeito.

Cadê você que tem vergonha na cara, que fica indignado com a injustiça, que deplora o mau caráter, que clama por honestidade e por dignidade?

Cadê você que ama a Pátria, que abre o peito para entoar o Hino Nacional, que se ufana ao ver a Bandeira ser hasteada e tremular no seu mastro?

Cadê você que julga que o mérito é o diferencial das pessoas, e que os mais capazes e dedicados deveriam subir com dignidade nas escalas do sucesso humano?

Cadê você que tem um mínimo de capacidade de julgamento, e que ao constatar que foi enganado não tem ânimo, nem coragem, nem hombridade ou se mulher, a fibra feminina de dar um basta na hipocrisia e na mentira?

Cadê você, rico ou pobre, mal ou bem nascido, que durante a sua vida pautou sua conduta na correção, respeitou a quem merecia, e acreditou que seguindo o bem e afastando o mal poderia ter uma vida justa?

Cadê você, pai que busca preservar e ensinar aos seus filhos a conduta exemplar, os bons costumes, e que os valores e atitudes dignas ainda não foram expurgados?

Cadê você?

Cadê você que está tão sorumbático, que assiste a tantas patifarias e que calado dá a impressão de que aplaude aos cretinos e suas cretinices?

Cadê você que parece aceitar o lixo humano como o seu mestre?

Cadê você que no seu silêncio tornou - se conivente por sua inexplicável ausência de reação?

Cadê você que se tornou amorfo e semimorto moralmente, e que beneficiado por isenções periódicas de IPI, paga as duras prestações, eletrodomésticos, carrinhos de parcos recursos tecnológicos, mas de altíssimos preços, e que maravilhado com as esmolas, é capaz de calar – se diante de qualquer vilania.

Cadê você que não ficou inebriado com a desculpa de que eles são infames, mas que concedem a você bolsas, benesses, e, portanto estão acima do seu reles julgamento moral?

Cadê você? Cidadão de boa conduta, pai exemplar e dedicado, trabalhador honesto, que assiste a um festival de embromação na televisão, que vivencia impassível à promessa de que no futuro seremos autônomos em petróleo, em etanol, etc?

Cadê você que não acredita que a nossa inflação mensal persiste no 0, 0000 e qualquer coisa?

Cadê você, branco, amarelo, mestiço, azul ou vermelho, que será atropelado pelas cotas raciais no ingresso nas universidades?

Cadê você, que gosta de futebol, mas que nitidamente já concluiu que o esporte bretão é o circo que alegra os sem destino e pobres de espírito?

Cadê você que vive nas sombras, que tem receio de aparecer, que está sendo esmagado pelo “politicamente correto”, desvãos morais incutidos na sociedade, paulatinamente, e que consagraram a família gay como um dos segmentos nobres da nossa sociedade.

Cadê você, incógnito na multidão da estrumeira colossal que conspurca o imenso Brasil?

Cadê você, verdadeiro zero à esquerda, escondido na sua calada insatisfação, que sabe que no julgamento do Mensalão existe um sujeito não tão oculto que não foi arrolado entre os acusados?

Cadê você? Você não está sozinho, milhares de brasileiros deploram a impunidade, acreditam nos direitos e cumprem os seus deveres.

Cadê você?

Junte – se a nós, nas praças, nas ruas e em alto e bom som brade o seu repúdio, denuncie o quanto você deplora os rumos caóticos, não apenas econômicos, mas da falta de princípios que assolam esta Nação.

Cadê você que estava em greve de silêncio, que calado seguia fielmente a cartilha da omissão e da conivência?

Rompa com os grevistas e mãos a obra.

Na Semana da Pátria, você será muito bem vindo irmão brasileiro.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A INVASAO AMARELA II

Chinesa Lenovo deve anunciar compra da brasileira CCE nesta quarta

Valor da aquisição pode chegar a R$ 700 milhões, segundo pessoas ligadas à negociação

04 de setembro de 2012 | 22h 30

David Friedlander e Renato Cruz, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A Lenovo deve anunciar hoje a compra da brasileira CCE, que já esteve entre as maiores indústrias do setor eletroeletrônico no País, segundo fontes envolvidas no processo. Ontem à noite, os assessores jurídicos e financeiros das duas empresas trabalhavam na redação final dos contratos para que Yang Yanquing, presidente mundial da Lenovo, pudesse fazer hoje o "maior anúncio da história da empresa no Brasil", conforme definiu a própria companhia.
O valor da operação, que poderia chegar a R$ 700 milhões, não estava completamente definido, porque dependia de algumas decisões, que ficaram para última hora. Os chineses estão adquirindo 100% da CCE, o que inclui a marca, o parque fabril em Manaus e instalações em São Paulo.
Segunda maior fabricante de PCs do mundo, a Lenovo tem enfrentado dificuldades para crescer no Brasil. As líderes locais são a brasileira Positivo Informática e a americana HP. Com a compra da CCE, a Lenovo deve dobrar de tamanho no Brasil, ficando entre as cinco maiores fabricantes locais.
O Brasil é o terceiro maior mercado de microcomputadores do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos. No ano passado, foram vendidas 15,3 milhões de unidades, um crescimento de 9% sobre 2010, segundo a Associação da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
Em julho, a Lenovo anunciou o investimento de US$ 30 milhões para construir uma fábrica em Itu, no interior de São Paulo. A expectativa era iniciar as operações até o fim do ano, contratando até 700 pessoas.
Criado em 1964, o Grupo Digibrás, dono da CCE, possui um parque industrial de 500 mil metros quadrados na Zona Franca de Manaus. Com 5,9 mil funcionários, registrou um faturamento líquido de R$ 1,6 bilhão em 2011. No ano passado, a empresa produziu 463 mil notebooks, 311 mil desktops e 552 mil televisores. A projeção para este ano é de 633 mil computadores portáteis, 254 mil de mesa e 798 mil Tvs.
No segundo trimestre, as vendas mundiais da Lenovo cresceram 14,9%, somando 12,8 milhões de unidades, de acordo com a consultoria Gartner. No mesmo período, o mercado como um todo caiu 0,1%, para 87,5 milhões, e as vendas da HP, líder de mercado, diminuíram 12,1%, para 13 milhões. A expectativa é que, em breve, a Lenovo ultrapasse a HP, para se tornar a maior fabricante de PCs do mundo. Para que isso aconteça, o Brasil é uma peça essencial.
Tentativas
Faz tempo que a Lenovo tenta adquirir uma fabricante brasileira de computadores. Há alguns anos, conversas com a Positivo acabaram sem resultado, principalmente por questões de preço. Nos últimos meses, os chineses conversaram com várias empresas brasileiras, antes de chegar a um acordo com a CCE.
Foi a aquisição da divisão de PCs da IBM, em 2004, que deu projeção mundial à Lenovo. Nos últimos anos, a empresa apostou na expansão internacional, com a compra da alemã Medion e com a criação de uma joint venture com a japonesa NEC.

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