DDT é a abreviatura de um daqueles nomes feios em química: dicloro-difenil-tricloroetano.
No Século XX, nenhuma substância química salvou tantas vidas quanto ele.
Primeiro inseticida efetivo a ser descoberto (isto em 1939), jamais se viu (até o dia de hoje) algo tão potente contra os insetos e ao mesmo tempo seguro aos humanos, quando adequadamente aplicado.
Seu inventor, Paul Hermann Müller, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 1948 pela descoberta.
De cara, o DDT extinguiu da Europa todos os surtos de tifo, que haviam matado mais de 4 milhões de pessoas após a Primeira Guerra Mundial.
Graças a ele, a malária foi erradicada em grande parte dos países do mundo até 1970. Ele livrou da doença cerca de 500 milhões de pessoas em três décadas, segundo a Academia Nacional de Ciência dos EUA.
No Brasil, na década de 50, ele acabou com a dengue e a febre amarela, ambas transmitidas pelo aedes aegypti.
Na verdade ele acabou com o próprio mosquito. Todos eles.
Por que o aedes e sua dengue voltaram com tanta força
O aedes aegypti começou a ser combatido pelo DDT no Brasil em 1947. Em 1955 foi erradicado o último foco do mosquito em território nacional.
O país relaxou e o danado do mosquito voltou no Pará e no Maranhão, mas só em 1967. Meteram DDT no bicho. Foi erradicado de novo.
Seu último retorno triunfal se deu entre 1978 e 1984. E ele permanece conosco até hoje, espalhado em todo o país.
Por que não tacaram DDT nele?
Porque alguns grupos ambientalistas implicaram, em todo o mundo, com o herói químico da humanidade e o DDT chegou a ser completamente banido pelos governos, no início da década de 70.
Resultado: só de malária, mais de 40 milhões de pessoas morreram na África (dois terços delas crianças) em virtude da proibição do DDT.
No Brasil, o aedes retornou não só com a dengue, mas agora com novas doenças, como o chikungunya e a zika.
Uma geração de crianças com microcefalia começa agora a nascer graças ao mosquito que se encontrava completamente exterminado no país, até a transformação do DDT em vilão.
São novas e velhas desgraças que surgiram nesta mistura de ambientalismo arrogante, ciência ruim e interesses da grande indústria química.
Tudo começou com um livro de ficção científica
Em 1962, a bióloga, ecologista e escritora americana Rachel Carson publicou o livro Silent Spring (Primavera Silenciosa) , uma ficção sobre os supostos perigos do DDT, chamado no livro de “elixir da morte”.
No seu livro, uma pequena cidade americana, por culpa do DDT, perdeu sua vida na primavera. Não tinha pássaros, nem peixes, nem abelhas, nem flores, nem folhas nas árvores – tudo por culpa do desgraçado do inseticida.
O livro virou best-seller e foi o motor da criação dos movimentos ambientalistas.
E o DDT foi sua primeira bandeira. Pesquisas, em sua maioria jamais comprovadas, associavam o DDT a todos os tipos de males.
Em 1969 a Suíça baniu o DDT. Em 1972 os EUA fizeram o mesmo. A ONU o condenou. Todos os países do mundo foram, aos poucos, aderindo à proibição.
Os insetos vetores de doenças fizeram a festa.
A turma que nadou na grana com a proibição do DDT
A indústria química passou a apoiar a proibição por uma razão simples: produzir o DDT é barato e não tem patente.
Novos inseticidas – sem a eficácia do DDT – foram criados por este complexo industrial e vendidos a preços absurdos para os países pobres onde a malária e outras doenças tropicais haviam novamente avançado (os países ricos já a haviam erradicado com o DDT).
Os insetos vetores de doenças fizeram a festa se embebedando no sangue das crianças africanas, e dando-lhes em troca doses de doenças mortais.
A indústria química fez e faz a festa com caríssimos inseticidas de curta duração e duvidosa eficácia.
O DDT protege uma casa por 6 meses a 1 ano ou até mais. Os novos inseticidas por 3 meses ou até menos. Quanto mais se reaplica, mais a indústria fatura.
Isto, sem erradicar os insetos.
Afinal, se os insetos forem erradicados, acabou o negócio.
A ONU e até ambientalistas voltam atrás sobre o uso do DDT
Em 2006, a ONU, através da Organização Mundial de Saúde, começou a recuar quanto à proibição do DDT – depois da morte de cerca de 40 milhões de pessoas por malária após a proibição.
Os argumentos da OMS foram arrasadores, conforme noticiou a BBC naquele ano:
“Indícios científicos e programáticos claramente apoiam a revisão (dessa diretriz)”, disse o diretor-geral assistente para Malária da OMS, Anarfi Asamoa-Baah.
“A aplicação (de DDT) dentro das casas é útil para reduzir rapidamente o número de infecções causadas pelo mosquito. O custo é comprovadamente tão eficiente quanto o de outras medidas de prevenção, e o DDT não apresenta riscos à saúde se utilizado adequadamente”, ele disse.
O diretor do Programa Mundial de Malária da OMS, Arata Lochi, afirmou que “de todos os inseticidas que a OMS considera seguros para uso interno, o mais eficiente é o DDT”.
Até o Greenpeace – vejam só – passou a defender o uso do DDT em caso de surtos de doenças, como a malária na África e na Ásia.
Resultados do DDT voltam a aparecer
Vários países da África e Ásia estão caminhando para erradicar a malária. Coincidentemente, após a OMS estimular e seus governos a adotarem o uso do DDT no interior das casas.
O problema do DDT, no passado, é que abusaram dele. Foi usado indiscriminadamente na agricultura como fumegante.
Mas ele é considerado pela OMS um inseticida extremamente seguro para os humanos quando usado corretamente nas paredes das residências.
Ao contrário da maioria dos novos inseticidas, o DDT não é absorvido pela pele humana nem dos animais, mas é imediatamente absorvido pela “pele”(o exoesqueleto) dos insetos.
No Brasil, seu uso e estoque são proibidos.
Em 14 de maio de 2009 o então presidente Lula assinou uma lei proibindo a fabricação, a importação, a exportação, a manutenção em estoque, a comercialização e o uso do DDT.
Mais: todos os estoques de produtos contendo DDT tinham que ser incinerados no prazo de 30 dias.
E assim foi feito.
Novas descobertas explicam por que o DDT é tão especial
O grande problema dos inseticidas é que os danados dos insetos criam resistência a eles.
Isto vale tanto para o velho e barato DDT quanto para os novos e caríssimos inseticidas.
Em muitos casos a resistência dos insetos ao DDT é maior que a dos seus primos modernos, mas uma coisa encucava os cientistas: mesmo em áreas em que insetos têm alta resistência ao DDT, ele continua funcionando eficazmente.
A resposta a esta questão só começou a ser esclarecida nos últimos anos.
Os cientistas descobriram que a toxidade não é a única arma do DDT contra os insetos. Na verdade, nem é a principal.
Capacidade única de repelir e irritar insetos
Em 2007 a renomada revista científica “Nature” publicou um estudo intitulado “A capacidade do DDT para repelir mosquitos supera resistência, dizem cientistas”. Era uma das muitas pesquisas constatando que, no caso dos mosquitos transmissores da malária (anopheles) o DDT repelia das casas mesmo os mosquitos resistentes a ele.
Já em 2010, o periódico científico “Journal of Medical Entomology” publicou um estudo de sete cientistas da Entomological Society of America narrando uma incrível experiência envolvendo o DDT e nosso conhecido aedes aegypti, o da dengue e da zika.
Eles constataram que o DDT age tem três atuações distintas: causa no mosquito repelência, irritação e toxidade mortal.
Da mesma forma que no caso da malária, mesmo os aedes resistentes ao DDT são repelidos a não entrar nas casas protegidas e os que dentro se encontram sofrem tal irritação que abandonam o local.
Com isso, as pessoas ficam protegidas, obviamente, mas não é só. Várias pesquisas mostram que este efeito irritante reduz a fecundidade das fêmeas do mosquito. Além disso, elas perdem acesso ao alimento (sangue humano, sua preferência). Morrem, inúmeras vezes, antes de por os ovos. O ciclo se quebra.
Um último detalhe é que os autores da última pesquisa citada descobriram que o DDT foi o único, entre todos os outros mais modernos inseticidas testados, que mostrou esta capacidade.
Todos os demais inseticidas, quando o mosquito apresentava resistência à sua toxidade e não morria, foram incapazes de repeli-los ou mesmo irritá-los.
A atmosfera invisível de proteção criada pelo DDT nas áreas que ele protege é única.
Hora de quebrar os tabus
O autor não pretende esgotar o assunto – mesmo porque não é especialista na área. O que fizemos foi recorrer a estudos de especialistas. Preferencialmente os estudos mais recentes e com publicações, revisadas por pares, feitas em periódicos respeitáveis no meio científico.
Mas o fato é que é preciso quebrar o tabu de nem sequer se cogitar o uso do DDT no Brasil.
DDT virou nome feio.
Não é.
Nomes feios são dengue, zika, chikungunya e microcefalia.
https://diariodovale.com.br/bastidores-e-notas-por-aurelio-paiva/proibicao-do-ddt-como-inseticida-matou-milhoes-e-nos-trouxe-a-dengue-e-a-zika/
--“Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu" ........... Darcy Ribeiro
quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
POLITICAMENTE...CORRETO II
domingo, 29 de novembro de 2020
terça-feira, 28 de julho de 2020
Atomica ou Quantica...onde voce vive???
Aqueles de
meus leitores com mais ou menos a minha idade, (73 anos), que tiveram a
felicidade de ter tido um pai ou um tio que os levou a pescar na infância, vão
poder ver uma imagem perfeita de um
Aminhocamento Quântico, (versão nativa e equivocada de um Entrelaçamento
Quântico), para tanto basta lembrar da
primeira vez que olhou para dentro de uma lata cheia de minhocas cujo destino
era atrair um peixe para o anzol e a
morte, como um kamikaze, às custas de sua própria vidinha dispensável.
Dentro da
lata no emaranhado de animais (é isso mesmo, minhocas como nós, são animais;
invertebrados, mas animais), era difícil discernir onde começava uma e acabava
outra.
A visão
remetia ao versinho infantil:
Minhoco ,
minhoco,
Você está
ficando lôco.
Beijou o
lado errado,
A boca é
d´outro lado.
Olhando
para aquela massa viva semovente, tornava-se difícil imaginar uma minhoca com
identidade própria.
Uma que se
recusasse a ser isca de peixe por exemplo.
Quando Max
Karl Ernst Ludwig Planck, o considerado pai da Física Quântica descobriu o que
veio a chamar de: Entrelaçamento
Quântico, ou trocado em miúdos, a propriedade inerente das partículas subatômicas
de se comportarem com “spins” (orientações) diferentes uma da outra não
importando a distância entre elas; era a natureza em sua sabedoria mostrando
ser possível a discordância sem perder a coesão, conexão e equilíbrio na mesma,
enfim, tudo o que a esquerda progressista mais odeia.
Jamais
passou pela cabeça de Planck que alguém quisesse subverter o universo quântico,
fazendo com que as partículas tivessem todas a mesma orientação.
No entanto, no “Aminhocamento” Quântico, que
poderia ser a versão proletária descoberta por um pseudo físico chinês, as
partículas são comportadas como bons comunistas, agem sempre com a mesma orientação,(não importando
a distância entre elas, uma poderia estar no Brasil outra na China), e como as
minhocas, não discutiriam os desígnios do pescador, felizes em sua
mediocridade.
Desde sua
descoberta, a China criou um disfarce de capitalismo “fajuto” para iludir o
ocidente.
Façanha que
desempenhou perfeitamente, até as minhocas ocidentais se darem conta de que o
vírus vindo de Wuhan era um desastre para toda a economia mundial, com exceção
da China.
As minhocas
brasileiras, Católicas Apostólicas Romanas, também se deram conta que seu Papa
se comportava com estranha indiferença com relação à perseguição de seus rebanhos no País de Xi
Jinping, perceberam também que a maioria
de seus governantes (honrosa exceção de seu presidente) havia se rendido ao
“aminhocamento” e tratavam de
estabelecer um pensamento totalitário, criando leis e apoiando movimentos como Black Lifes Matter.
A pergunta
de um milhão de dólares que ocorreu a algumas minhocas foi: E as outras
“lifes”? Elas não “Matter”
Tais
governantes também veem com bons olhos os “Antifas”, classificando-os como
guardiões da democracia, e defensores da “nova realidade” se esforçando
para reescrever a história e acomodar
suas verdades mentirosas.
As minhocas
mais atentas, também se perguntaram porque o Superior Tribunal de Justiça
defende o maior ladrão da história da humanidade, o “muar de São Bernardo”,
condenado já em segunda Instância e que continua “livre, leve e solto”.
Mesmo
Tribunal que livra a cara do senador amigo José Serra, impedindo que a PF faça
uma busca e apreensão em seu gabinete no senado.
Uma Suprema
Corte montada por supremos corruptos para servir a seus propósitos.
Contra os
desejos do povo, o TSE autoriza a compra de novas 180 mil urnas eletrônicas,
para tentar garantir a “retranca” nas eleições de novembro.
As
“autoridades” designadas como
guardiãs da saúde pelos supremos
mandantes, inventam uma lei que obriga à
todos os cidadãos andarem de máscara nas
ruas sob pena de multa ou prisão (a desculpa é que é para proteger a população do vírus chinês), na verdade a ordem faz
parte de uma experiência de controle
social, para ver até onde podem avançar em um primeiro momento, tendo como meta a
eliminação total do pensamento independente.
Estão
testando limites.
A almejada
instalação do sistema 5G chinês em nosso país, seria apenas o início do
“aminhocamento” total do brasileiro.
Donald
Trump atento ao processo em seu país, soou a corneta e mandou fechar o
consulado chinês em Houston no Texas. Diplomatas correram como ratos a queimar
papéis comprometedores no pátio interno do consulado.
Em terras
tupiniquins, Bolsonaro se apressou em expressar seu apoio aos irmãos do norte.
Já por sua vez nossa esquerdalha
enlouquecida, foi em massa às mídias convencionais para tentar
desmoralizar a posição do presidente, alegando que tal atitude é ruim para o
país, pois a China é o maior parceiro
comercial do Brasil. Esquecem que sem nossos produtos agrícolas vão morrer de
fome, pois ninguém mais no planeta tem condições de suprir a demanda deles.
Quem
reclama da posição da presidência com relação à China são os de sempre, os
cérebros de minhoca que mandaram nesse país ao longo dos últimos 31 anos.
Se não acordarem, vão virar comida de
peixe.
H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.
sábado, 11 de julho de 2020
Quando se esta a cair...da arvore
Prefácio do Descarbonário
O título deste livro é um trocadilho
infame.
Em 1979, no último ano de exílio em Portugal, às vésperas da anistia,
terminei de escrever Os carbonários, meu livro de memórias da época do
movimento estudantil de 1968 e dos posteriores anos de chumbo. Ele foi
publicado em 1980, depois de meu regresso ao Brasil. Virou best-seller e ganhou
o Prêmio Jabuti no ano seguinte.
Quatro longas décadas depois, de maneira alguma pretendo voltar aos temas
daqueles anos, uma longínqua experiência de vida da qual, conforme defini no
prefácio da 14a edição, em 1998, “não me orgulho nem me envergonho”. Aconteceu,
pronto. Desde então me tornei ainda mais crítico de qualquer forma de violência
política, mas isso não vem ao caso aqui, até porque não há, para além do jogo
de palavras, relação entre este livro novo e aquela obra, de lá se vão quarenta
anos, cujo título metafórico comparava nós, protagonistas dos anos de chumbo,
aos não menos patéticos jovens carbonari, do século 19, revolucionários
derrotados da futura Itália inspirados pela Revolução Francesa.
Aqui a metáfora é outra. Digo que sou um descarbonário porque me dedico,
hoje, a um tipo de ação política destinada a reduzir a emissão de dióxido de
carbono (CO2 ) e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera
terrestre – ou seja, descarbonizá-la para tentar conter a progressão das
mudanças climáticas aquém de patamares apocalípticos. No final da década de
1970, tal propósito como ideal de militância política seria certamente
considerado algo digno do manicômio, a ser interpelado com a famosa
pergunta-título do contemporâneo livro do meu amigo Fernando Gabeira: O que é isso, companheiro? Ele “pirou”, comentar-se-ia nos tempos de então. Ser descarbonário
não é, portanto, o oposto de ter sido carbonário há cinquenta anos.
Simplesmente pertence a uma outra galáxia, outro universo, não sei muito bem se
paralelo ou perpendicular. Trata-se de outro animal.
O dióxido de carbono (CO2 ) é o principal gás de efeito estufa. Os
demais, para efeito de cálculo, podem ser convertidos em CO2 -equivalente.
Descarbonizar a economia do planeta é o nome do jogo planetário praticado pelos
que se empenham em não perder completamente essa batalha, já muito malparada, e
também implica se adaptar às consequências inevitáveis da mudança climática.
Mais da metade do carbono lançado na atmosfera pela queima de combustíveis
fósseis ocorreu nos últimos trinta anos, quando já havia bastante informação
sobre seus efeitos. Nesse aspecto, as más línguas sussurrariam que, afinal,
existe, sim, certa semelhança entre ter sido carbonário, nos anos setenta do
século passado, e ter me tornado descarbonário: um certo viés quixotesco.
Confesso que aprecio o personagem do caballero de la triste figurade
Miguel de Cervantes. Ganhei, há uns anos, uma estatueta do Dom Quixote, que
conservo carinhosamente no meu escritório. Houve uma época até em que me
acompanhava um Sancho Panza, o Saulo, meu motorista da Secretaria de Meio Ambiente
da Prefeitura do Rio. Eu, alto e magro; ele, baixo e barrigudo. Parecíamos
aquela dupla.
Mas, ao contrário do distinto fidalgo de Cervantes, não faço guerra aos
moinhos de vento. Na verdade, luto com afinco a favor deles na sua versão
moderna, eólica, que integram o esforço descarbonizador e substituem com
sucesso as usinas a carvão na China e em outros países. Quando comecei a
escrever este livro, chegava ao fim o ano mais quente da história, 2016,
suplantando, assim, os outros dois mais, anteriores, 2015 e 2014. Terminei-o no
segundo ano mais quente, 2019. Sete dos dez mais cálidos ocorreram na recém
finda década de 2010. O que está acontecendo com o planeta não escaparia nem a
Rocinante, a não muito sagaz montaria del
caballero. Talvez
ainda iluda o Pato Donald…
Eu havia começado a escrever este livro como uma espécie de “tudo que
você precisa saber sobre mudanças climáticas”. Seu título provisório era “O
clima que rola”, outro trocadilho infame, este pavoroso.
Não é nada fácil escrever sobre esse assunto. Desisti do simples ensaio
porque os textos – os meus, inclusive – perigam ser herméticos, até chatos, a
não ser para um grupo reduzido de leitores muito interessados. Tenho centenas
de artigos sobre o tema publicados em jornais, revistas, sites e blogs, e seu
universo de leitores ainda é restrito.
Minha história pessoal, minhas memórias dos anos oitenta para cá, os
episódios que vivi na política, minhas opiniões sobre variados campos da
atualidade, brasileira e mundial, umas tantas histórias, algumas divertidas,
começaram a atazanar minha prosa climática. Percebi que o Descarbonário,
afinal, tinha que ter também esse lado de narrativa de causos e de avaliação
crítica, passada e prospectiva. Que eu trazia um folclore político a ser
relatado. No início de 2017, quando muita coisa ainda era incerta, senti aquela
vontade irresistível de voltar a ser um contador de histórias. Foi só começar
que elas vieram.
Decidi me afastar da política eleitoral partidária em 2014, e não quis
mais me recandidatar a deputado federal. Passei a acreditar que minha melhor
contribuição poderia ser na formação de jovens líderes. Nas minhas palestras
para esses “multiplicadores” sobre temas como clima, ecologia urbana, gestão
ambiental e urbanística local, costumo sugerir: “Ao expor suas ideias, procure
sempre o caminho da narrativa, de uma pequena historinha que ilustre e
exemplifique o que você quer transmitir. Apenas o conceito, por mais
animadamente explicado que esteja, não consegue chegar afiado nas pessoas
nesses tempos tão dispersivos em que o leque de atenção, balizado pelo WhatsApp
ou pelo Instagram, é cada dia mais curto.”
Decidi contar histórias entremeadas de análises e adotar um estilo de
narrativa descontínuo, mais parecido com o de dois outros livros meus, Roleta chilena
e Corredor polonês, o que é sempre um desafo e um considerável risco literário.
Muitas coisas estavam acontecendo no Brasil e no mundo. E essas coisas mereciam
ser analisadas sob um olhar independente de ideologias, que acredito hoje ser o
meu. É um olhar de escritor, não de político. É mais livre. Não me sinto
aprisionado por conveniências, obrigado a recorrer àqueles simplismos. Em
política não há muita margem para a sinceridade, a sutileza, os matizes. Tudo
tem que ser preto no branco, maniqueísta, nós versus eles. Só que a vida e a
própria política, vistas fora de uma perspectiva instrumental, não são bem
assim. O fo da meada aqui será a experiência de vida, não a ideologia.
São muitos causos, alguns cômicos. Reconheci que nunca mais teria histórias
com tanto suspense, tão trágicas e divertidas quanto em Os carbonários, mas
ainda restam umas tantas para compartilhar. O texto climático, conceitual,
didático, do “tudo o que você precisa saber” sobre o clima, é entrelaçado com
vivências do meu próprio aprendizado descarbonário e uma análise dos
descaminhos da política internacional e da brasileira, que agora parecem um
avião em espiral descendente.
A narrativa se encerra na última semana de 2018, quando deixei nas mãos
do então presidente Temer, em fim de mandato, o documento “Mudanças climáticas:
riscos e oportunidades para o Brasil”. Eu o fiz na posição (não remunerada) de
secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima. Destinava-se ao
seu sucessor, Jair Bolsonaro, meu ex-colega da Câmara dos Vereadores do Rio de
Janeiro e, depois, da Câmara dos Deputados.
Narro alguns episódios de nossa relação, pessoalmente meio bizarra com
choques que eu mantinha no terreno político, sem histerias. Apesar de minha
crítica contundente e profunda ao Partido dos Trabalhadores, acabei, depois de
considerar fortemente o voto nulo, votando em Fernando Haddad no segundo turno,
depois de outro voto “útil”, a contragosto, em Ciro Gomes no primeiro.
Bolsonaro, cuja vitória eu antevia há mais de ano, representava para mim a
expressão brasileira de um fenômeno mundial de direita populista que evoca –
não sei ainda se como nova tragédia ou farsa – os anos trinta do século
passado. Consumada a eleição, considerei que, democraticamente, deveríamos
todos aceitar o resultado das urnas, que fora inequívoco. Cheguei a acreditar
que, uma vez sentado na cadeira presidencial, baixariam sobre Jair os eflúvios
da responsabilidade e que, não obstante sua visão fascista e paranoide e das
suas idiossincrasias, ele deveria se comportar como presidente de todos os
brasileiros.
Isso certamente não aconteceu. Passado um ano, sabemos que não
acontecerá. O poder nitidamente piorou a pessoa. Temos um governante
intolerante, desumano, desprovido de decoro, profundamente desinformado que
toma conhecimento das questões “de orelhada”, cercado de gente que, como ele,
acalenta sonhos golpistas para os quais não dispõe, por enquanto, de massa
crítica e tem como grandes obstáculos o Congresso (com todos os seus enormes
defeitos) e o Supremo Tribunal Federal. Também não é mais capaz de mobilizar
multidões e aqueles que as têm – os chefes pentecostais – a princípio não se
interessariam em vê-lo com todo-poderoso. Sabem que, numa ditadura, mais cedo
ou mais tarde, sobraria para eles também.
Não obstante, são preocupantes as frequentes alusões do núcleo do poder
familiar a eventuais rupturas do regime democrático; as agressões que, no
início, sofreram expoentes da alta hierarquia militar – aparente loucura, mas
com método; seu esforço em estabelecer vínculos diretos com a oficialidade
média e as polícias militares; uma relação no mínimo preocupante com o mundo
das chamadas milícias; e seu afã de armar certos segmentos da população. Seu
pior desvario se relaciona à pandemia da COVID 19, a atitude negacionista, a
reação à previsão de dezenas de milhares ou mais de vítimas com um cínico “e
daí?”. A demissão por pura ciumeira de um ministro da saúde que tentava fazer
seu trabalho.
Quando escrevo este prefácio ele ainda ostenta o apoio de 30% população, mas
perde. Outro tanto se identifica mais ou menos com a esquerda hegemonizada pelo
PT lulista, incapaz de fazer a menor autocrítica dos imensos erros que cometeu
e aferrada a uma posição que considero particularmente repugnante: o apoio à
ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela. Aliás, a quem Bolsonaro mais se
parece, cores a parte. Uma maioria relativa, uns 40%, não quer, de jeito algum,
nenhum desses dois polos. Mas a oferta política de momento não destilou uma
alternativa de centro. Poderá surgir?
Há um recuo da democracia no mundo. É algo inequívoco; não sabemos se
reversível. “Democraduras” e ditaduras vêm se espalhando e demonstrando que o
capitalismo não precisa, necessariamente, da chamada democracia liberal. No
Brasil, Bolsonaro, a princípio, enfrenta maiores dificuldades que Duterte,
Orbán, Kaczynski, Putin ou Erdogan para se impor como chefe autoritário. Esses,
excetuado o primeiro, levaram tempo para se consolidar enquanto governantes
despóticos.
“Afinal, Sirkis, nessa altura do campeonato, onde você se situa
ideologicamente?”, é uma pergunta que me fazem. Tenho realmente dificuldade em
me autorrotular. No que pesem minhas agruras com o PV – que, aliás, fundei –
sou um verde,1 e me satisfaz o conceito de “nem à esquerda, nem à direita, mas
à frente”.
Para os que considerarem isso mera frase de efeito, vou diferenciar por
esferas. Vamos lá: socialmente me considero de esquerda; acredito que a pobreza
e a concentração de renda são os maiores problemas. Economicamente, não
considero nem a economia clássica nem o neokeynesianismo puros como a “escola
correta”. Penso que tudo depende de situações, que variam e demandam
instrumentos de ambas, por vezes até simultaneamente, como mostra hoje a
experiência de Portugal. Rejeito, sim, o neoliberalismo plutocrático e o
estatismo, com gastança descontrolada e corrupção generalizada. Acredito que a
humanidade tem contas a ajustar com a financeirização da economia global, mas
que isso terá que ser tratado numa luta supranacional. Nenhum governo é capaz
de bancar essa parada sozinho.
A nova grande depressão, ainda em seus estágios preliminares, assinala o
fim do atual paradigma neoliberal, de controle obsessivo do déficit e da
financeirização globalizada. Há uma nova economia de guerra surgindo com um
papel renovado para o Estado e a caixa de ferramentas de Lord John Maynard
Keynes na busca de réplicas contemporâneas do New Deal e do Plano Marshall. São
impressões ainda preliminares.
Politicamente, acredito que a democracia precisa tanto de uma esquerda
democrática quanto de uma direita civilizada, e que a alternância entre ambas é
necessária, pois as duas servem a circunstâncias históricas dadas. O centro
pode se articular com uma ou outra dependendo da situação concreta. Os verdes
alemães, por exemplo, tinham a tradição de se aliarem à social-democracia. No
futuro, tudo indica que formarão um governo com a União Democrata-Cristã, de
Angela Merkel.
Rejeito cabalmente a esquerda autoritária, leninista ou populista, e a
direita reacionária ou fascistoide. Sou crítico das políticas identitárias em
sua atual deriva, tanto à esquerda quanto à direita. Sou adepto da geleia
geral. Isso talvez faça de mim um personagem do “centro radical”. Não digo isso
para parecer sofisticado, mas porque essa minha “moderação” comporta também
propostas drásticas, minoritárias e altamente polêmicas, como a legalização das
drogas, que discutirei mais para o final do livro.
Em matéria de segurança, sou, vejam só, mais à direita. Não tolero “dar
mole” para bandido – seja o traficante ou a política de “arreglo”, sejam os
milicianos – e critico a leniência do nosso sistema penal com relação ao crime
violento. Não acredito no mito do “bandido vítima da sociedade”. Considero um
insulto aos pobres. Esquerdistas já me acusaram de ser de direita por causa
disso. Tenho horror à desordem urbana. Se ser linha-dura em relação aos
criminosos que atormentam nosso cotidiano e ameaçam nossas famílias significa
ser de direita, que assim seja, pelo menos nesse departamento.
Enfim: ideologia, não preciso de uma para viver – parafraseando (e
contrariando) o verso do meu saudoso amigo Cazuza. Quanto a religião, não sigo
nenhuma em particular. Genética e culturalmente, sou, obviamente, judeu
ashkenazi. Intelectualmente, me assola um certo agnosticismo. Mas tenho Deus no
coração. Já rezei em sinagoga, igreja, templo, terreiro e mesquita. Diversos
caminhos levam a Ele pelo conduto do amor. Cuidar da natureza e do clima é
defender sua Criação, que se deu – percebam, ó criacionistas – na forma da
evolução natural explicada pela ciência, que, no entanto, não traz respostas a
todos mistérios.
Estive recentemente no Vaticano com um grupo de governadores da Amazônia:
brasileiros, peruanos e ambientalistas a convite de monsenhor Marcelo Sorondo,
um argentino, figuraça, que preside a Academia Pontifícia das Ciências. Os
governadores levantaram a bandeira do movimento subnacional que estamos
criando, os “Governadores pelo Clima”. A encíclica Laudato si’, do papa
Francisco, é um dos mais poderosos documentos em defesa da natureza e do clima.
Não existe, verdadeiramente, contradição insolúvel entre ciência e fé, desde
que haja uma leitura metafórica de todas as Santas Escrituras e entendamos que
nós, humanos, carecemos de entendimento do que está acima de nós. Buscamos
caminhos. Temos a capacidade de amar.
Penso, de fato, que a mudança climática é o principal problema da
humanidade; sairá de controle rumo a níveis apocalípticos se fracassarmos na
estreita janela de oportunidade que nos resta. A situação internacional é,
hoje, pior do que em 2015, quando foi assinado o altamente insuficiente Acordo
de Paris. Trump e Bolsonaro tornaram-se grandes obstáculos a um avanço urgente,
emergencial. São expoentes tristes da indiferença e do retrocesso.
Uma das piores performances do atual presidente é sua postura em relação
ao meio ambiente e à questão climática. Tivemos com todos os governos
anteriores embates ambientais em que éramos confrontados com interesses
econômicos ou estratégicos variados e poderosos que se impunham politicamente.
Isso ocorreu com Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma e
Temer. Todos tiveram falhas, mas também alguns acertos, em maior ou menor
quantidade, ao sabor de correlações de força em situações variadas. Desde o
final do governo Fernando Henrique, o Ministério do Meio Ambiente mantivera sua
integridade, com derrotas e avanços.
No caso de Bolsonaro, o componente dos interesses econômicos em jogo é
praticamente secundário em relação a outro fator: da sanha idiossincrática. Em
algum momento, por perceber que uma parte dos ambientalistas era de esquerda,
em sua sesquipedal desinformação, passou a catalogar a questão ambiental e
climática na “caixinha” do comunismo e a se identificar com todo tipo de
atividade devastadora que identifica como progresso: grilagem, garimpo ilegal,
invasão de terras indígenas, poluição. Desenvolveu uma antipatia visceral por
uma causa cujos pioneiros, ironicamente, foram ilustres militares, como o
marechal Cândido Rondon, o major Francisco Archer ou o almirante Ibsen de
Gusmão. Preferiu a inspiração de Pato Donald.
Em palavras – as quais, na boca de um presidente da República, contam
muito – e em ações, não só desmantelou trinta anos de construção ambiental da
democracia brasileira, como chega a colocar em questão, através de um projeto
de lei de seu filho senador, disposições do próprio Código Florestal original
de 1965, da época do regime militar, como a Reserva Legal. O Brasil não só
ficou extremamente “mal na fita” internacional (situação agravada por seus
bate-bocas infantis), como foi (e será) afetado na área econômica em geral e no
sacrossanto agronegócio exportador, em particular.
O Brasil desempenhava um papel muito importante nas negociações
climáticas internacionais, pois era o país que fazia a ponte entre o G77 +
China, a União Europeia e os Estados Unidos. Neste livro, critico a postura do
Itamaraty, que tendia a tratar a questão climática através das lentes da
geopolítica. Não obstante, o papel da nossa diplomacia na Rio-92, passando por
Quioto, Copenhagen e Paris, foi sempre muito relevante na articulação e no
reforço da ambição em momentos decisivos. Na Conferência do Clima mais recente,
a COP 25, em Madri, nos alinhamos aos recalcitrantes climáticos: Donald Trump,
que prevê a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, e a Austrália, de
Scott Morris, um país em chamas cujo governo insiste no negacionismo climático.
Ambos agora se juntaram aos empata-fodas mais antigos do grupo, os
chamados like minded(os que pensam parecido): a Arábia Saudita e a Venezuela,
além de outros bolivarianos. Sem esquecer o Japão e a Índia, ali atrás do
biombo. Por conta de um chanceler, o pré-iluminista Ernesto Araújo, que renega
a mudança climática como uma “conspiração marxista” (?) e apresenta como prova
insofismável o fato de fazer frio em Roma, viramos alvo da chacota
internacional.
É onde estamos ao terminar este prefácio, que é sempre – graças a Deus –
a parte mais perecível de um livro. Os carbonários teve dois; o segundo
sujeito a várias revisões. Peço a Deus que sua vida útil seja a mais breve
possível e que ele tenha que ser reescrito para introduzir Descarbonário em
conjuntura mais feliz. Não sabemos, no entanto, se o ciclo reacionário que o
mundo e o Brasil atravessam é curto ou longo. Um soluço da história ou o novo normal?
De qualquer forma, haverá sempre argumentos para brandir e causos para contar.
Insisto em ser, primordialmente, um contador de histórias.
Ambientalista,
político e escritor Alfredo Sirkis morreu aos 69 anos, em um acidente
de automóvel, no dia 10 de julho, uma semana depois de lançar um livro que
brincava com o título de suas memórias, Os carbonários.
terça-feira, 24 de março de 2020
Chance...
Quem nao tem futuro e nele pensa para os netos:
O planeta tem uma oportunidade UNICA.
Pos corona mudar a MATRIZ ENERGETICA.
Permitir somente a fabricacao de carros eletricos abolindo os combustiveis fosseis e afins.
Em hipotese alguma devemos incorrer em pensar que o mundo voltara a ser o que foi.
Devemos muito aos fosseis e agora temos de respeita los nobremente.
A natureza rebelou se e esse virus e o alerta que pode ser sentido.
Num prazo de aproximadamente 5 anos depois do aviso da natureza todas as economias mundiais voltando se para uma nova Matriz se refarao umas mais e outras menos.
Quem nao entender veja a foto
A China antes e pos virus
Assim falei
O planeta tem uma oportunidade UNICA.
Pos corona mudar a MATRIZ ENERGETICA.
Permitir somente a fabricacao de carros eletricos abolindo os combustiveis fosseis e afins.
Em hipotese alguma devemos incorrer em pensar que o mundo voltara a ser o que foi.
Devemos muito aos fosseis e agora temos de respeita los nobremente.
A natureza rebelou se e esse virus e o alerta que pode ser sentido.
Num prazo de aproximadamente 5 anos depois do aviso da natureza todas as economias mundiais voltando se para uma nova Matriz se refarao umas mais e outras menos.
Quem nao entender veja a foto
A China antes e pos virus
Assim falei
sábado, 14 de março de 2020
Assino embaixo...
Dentre
todas as infrações constitucionais cometidas pelas pessoas, talvez a mais comum,
nos dias de hoje, especialmente no Brasil, se constitui no absoluto desprezo pela “igualdade de todos
perante a lei”, prevista no artigo 5º, ”caput”, da Constituição Federal.
Minha proposta
se resume a demonstrar que pelo menos um tipo humano não recebe a garantia
constitucional da “igualdade de todos perante a lei”. Estou me referindo
à pessoa, homem ou mulher, HETEROSSEXUAL, que na ditadura da Grande Mídia,
porta-voz da Nova Ordem Mundial, e da esquerda, acabou se tornando raridade de
museu.
Mas
essa infração constitucional assumiu
proporções “estratosféricas” ao ser assimilada,
de “corpo e alma”, sem qualquer restrição, e com toda a radicalidade, pela
GRANDE MÍDIA, que acabou colocando no
ápice da pirâmide dos seus valores a
comunidade LGTB, integrada por lésbicas,
gays, bissexuais, travestis e
transsexuais, dentre diversas
outras “variantes”, como a espécie
“queer”, transformando-os
nos novos “deuses” midiáticos e, ao mesmo tempo,
”rebaixando” outras categorias, que não
possuem essas “qualificações”, e por isso
não integram essa comunidade
privilegiada, à condição de “excepcionais”, alijados dos espaços midiáticos. É
como se não existissem. Como se fossem “nada”.
Portanto,
para a Grande Mídia, a “igualdade” entre as pessoas fica resumida
à igualdade entre os “tipos” LGTBs, excluindo dessa igualdade os que não
se enquadram essa categoria, no caso, inclusive , homens e mulheres
heterossexuais, que não consideram e nem praticam o “sexo”,ou “gênero”,
como uma questão de “opção”, como resultado de “uma
condição social”, porém como um ditame da
própria natureza, que diferencia na vida animal ,inclusive humana, o
“macho” da “fêmea”, uma questão objetiva, não subjetiva ,como é voz
corrente
dessa mídia deturpada.
Especialmente
nos programas televisivos dos seus apresentadores , “é só o que dá”. É por
isso que a toda categoria “ heterossexual” chega a se constranger e a ficar
inibida, “encolhida”, quando assiste
tais programas ,sentindo-se de
“outro mundo”, que não aquele que essa mídia
apresenta, num mundo “alienígena”, bem distante. Pessoalmente , sinto-me o
próprio “peixe fora d’água”, por não ter a “graça” de possuir alguma desses
“requisitos” LGTB.
Porém esse
fenômeno não pode ser visto isoladamente.
Com certeza, ele está inserido num contexto bem
maior, mundial. Está relacionado, inclusive, ao surgimento das
mobilizações políticas da chamada NOVA ORDEM MUNDIAL, uma sociedade secreta que
congrega os maiores interesses políticos e
fortunas do mundo , juntamente com os
movimentos da ESQUERDA, para tomada
do poder , considerada o “braço
direito”, a principal ferramenta, da
Nova Ordem Mundial , que tem inclusive
no multibilionário George Soros uma das figuras de maior destaque. E essa gente
está tendo a extrema ousadia de bater na porta de entrada (ideológica) até dos
Estados Unidos, através do Partido
Democrata.
Nesse
sentido, parece muito forte a influência das propostas do comunista italiano Antônio Gramsci, uma
vez que tanto a esquerda, quanto a Nova
Ordem Mundial, da qual a primeira é simples
“serviçal”, adotaram uma política de total desprezo e desrespeito
pelos valores judaico-cristãos da
civilização ocidental, do chamado “mundo livre”, representados pela
LIBERDADE, FAMÍLIA, e FÉ, contra esses valores declarando
guerra total, por intermédio do que
“eles” chamam de “politicamente
correto”.
Nesse
projeto espúrio de dominação do mundo, o
Grande Capital, representado pela Nova Ordem Mundial, permaneceria
controlando
as maiores riquezas mundiais . E o seu “braço direito”, a esquerda,
seria “compensado”, entregando-se-lhe a política interna das
respectivas nações
“tomadas”, numa versão atualizada da “Nomenklatura”,
a classe dirigente da “elite”, dos
privilegiados, que dominaram a política
e os governos russos, durante boa parte
do seu processo revolucionário, iniciado
em outubro de 1917.
Em vista
desse acordo, entre o CAPITAL e a ESQUERDA, é bem possível que os restos mortais de Karl Marx estejam, nesse
momento ,se contorcendo na tumba. Certamente
jamais poderia ter passado pela
sua cabeça que esse tipo de acordo pudesse ser realidade
algum dia.
Mas
a Nova
Ordem Mundial, e a sua esquerda “serviçal”, não estão sozinhos nessa
“empreitada”. Contam com ajuda das principais organizações
internacionais, além do próprio Papa
Francisco, um “vermelho” que acabou ocupando o Trono de Pedro, inclusive
por
influência de toda essa
“confraria”.
E essa
“ajuda” vem da própria Organização das
Nações Unidas-ONU, e da União Europeia, que adotaram políticas de máxima tolerância,
e até incentivo, para que ocorressem as
gigantescas migrações
externas clandestinas, de verdadeiras
multidões de pessoas que nas suas respectivas nações de origem passaram a ser
consideradas verdadeiros “estorvos”,
dando-se-lhes, por esse motivo,
“passaportes” informais, e até “carona”, quando preciso, para invadirem
clandestinamente outras nações,
“coincidentemente” mais ricas e desenvolvidas.
E
essas
nações, “exportadoras” de gente ,que não tiveram capacidade de
construir as suas próprias grandezas
e prosperidades sociais, arranjando
lugar digno para os seus “excluídos”, ”livram-se” desse enorme problema
social, “exportando-os” para outros países, que acabam tendo que
sacrificar os seus próprios
povos para acomodar tanta gente “extra”, que também passarão
a disputar as cada vez mais limitadas vagas num mercado de trabalho já
saturado.
“Ampliei”
um pouco essa discussão para tentar demonstrar que o trabalho de boa parte da Grande Mídia, especialmente brasileira, está
perfeitamente sintonizado com os valores deturpados da Nova Ordem Mundial ,e da
esquerda, sua “serviçal”, e que se resumem, exatamente, na busca de implantar
os seus próprios “impérios”,
afastando os valores judaico-cristãos,a
família, a liberdade, a fé, e, evidentemente,
e por consequência, a própria HETEROSSEXUALIDADE, fundamental à reprodução
humana e preservação da família.
sábado, 18 de janeiro de 2020
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